Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal, Vol. 3 (ebook)

Abd-ru-shin

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Description

Details

“Na Luz da Verdade”, Mensagem do Graal é uma obra clássica que oferece respostas claras e objetivas às perguntas que sempre desafiaram os seres humanos. Esse livro foi escrito entre os anos de 1923-1938 e é uma coletânea de 168 capítulos, ordenados de modo a explicar os aspectos da vida, a Obra de Deus, o Universo e as Leis que regem a Criação. Explicações sobre livre arbítrio e responsabilidade, intuição e intelecto, o Além e os diversos planos do Universo, a Justiça e o Amor de Deus. Responde eternas questões sobre qual o sentido da vida na Terra, a origem do homem e o que acontece conosco após a morte terrena. Também aborda e explica as causas das crises sem precedentes que a humanidade enfrenta nos tempos atuais e nossas responsabilidades para o futuro.

“Na Luz da Verdade”, Mensagem do Graal apresenta ao ser humano, explicações concretas sobre a origem da vida, carma, destino, reencarnação e as diversas vidas na Terra, a verdadeira missão de Jesus, Juízo final, a influência dos astros, o corpo, a alma e o espírito, de onde viemos, quem somos e para onde vamos, e muitoas outras questões.

Additional Information
Author Abd-ru-shin
ISBN 978-3-87860-598-0
Format .epub, .mobi (sem proteção de cópia / sem DRM)
Language Português
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NATAL

 

Noite solene! Exultante cantar em jubiloso agradecimento perfluiu outrora todos os planos da Criação, quando o Filho de Deus, Jesus, nasceu em um estábulo em Belém e os pastores dos campos - aos quais fora tirada a venda dos olhos espirituais durante aquele abalo jubiloso do Universo, para que pudessem testemunhar o imensurável acontecimento e chamar a atenção dos homens - caíram de joelhos, cheios de temor, pois estavam dominados por aquilo que para eles era novo e incompreensível.

Houve temor nos pastores, que momentaneamente foram tornados clarividentes e também clariaudientes para aquele fim. Temor ante a grandeza do acontecimento, ante a Onipotência de Deus, que naquilo se mostrava! Por isso lhes falou das alturas luminosas o mensageiro, tranqüilizando-os:“Não tenhais medo”!

São as palavras que encontrareis sempre, quando das alturas luminosas um mensageiro fala aos homens, pois é sempre temor o que primeiro sentem os homens terrenos, quando avistam e ouvem mensageiros elevados; temor causado pela pressão da Força, para a qual estão também um tanto abertos em tais instantes. Em parte mínima somente, pois um pouco mais já os esmagaria e os abrasaria.

E, todavia, devia ser alegria e não temor, tão logo o espírito humano aspirasse às alturas luminosas.

Tal fenômeno não foi revelado a toda a humanidade naquela Noite Sagrada! Além da estrela, que se mostrou de forma material, nenhum dos homens terrenos viu aquele mensageiro luminoso nem a multidão luminosa que o rodeava. Ninguém viu nem ouviu, a não ser os poucos pastores escolhidos que, devido à sua simplicidade e íntima ligação com a natureza, podiam mais facilmente estar abertos para isso.

E nunca podem realizar-se aqui na Terra anunciações de semelhante grandeza senão através de alguns poucos eleitos! Lembrai-vos disso sempre, pois a Lei da Criação não pode ser revogada por vossa causa. Portanto, com vossa fantasia, não inventeis formas para certos acontecimentos que nunca podem ocorrer segundo vósimaginais! Trata-se de exigências veladas, que nunca promanam de legítimas convicções, sendo antes um indício de descrença escondida e de indolência espiritual daqueles que não receberam a Palavra da minha Mensagem conforme deveriam recebê-La, a fim de poder torná-La viva no espírito humano.

Outrora acreditava-se nos pastores; pelo menos durante algum tempo. Hoje em dia, tais pessoas são ridicularizadas, tidas na conta de excêntricas e até de impostoras, que visam obter com isso apenas vantagens terrenas, pois a humanidade decaiu muito, para ainda poder aceitar como autênticos os apelos vindos das alturas luminosas, principalmente quando ela própria não os pode ver nem ouvir.

Acaso acreditais, homens, que Deus, devido à vossa profunda queda, subverterá as Leis perfeitas da Criação, só para vos servir, para aplainar vossos erros e compensar a vossa preguiça espiritual? A perfeição de Suas Leis na Criação é e permanece intangível, imutável, pois trazem em si Sua Santa Vontade!

Assim pois, também as grandes anunciações que esperais nunca poderão realizar-se aqui na Terra de outra maneira senão por aquela forma que já conheceis há muito tempo, e as quais tambémreconheceis, desde que datem de tempos antigos.

Um denominado bom cristão chamaria, sem mais nem menos, de blasfemador e grande pecadoraquele homem que ousasse afirmar que a anunciação aos pastores do nascimento do Filho de Deus, Jesus, não passa de uma lenda.

Contudo esse mesmo bom cristão rejeita com furiosa indignação as anunciações do tempo atual, apesar de serem dadas da mesma forma, através de indivíduos agraciados para isso, e chama esses mensageiros, sem mais nem menos, também de blasfemadores, e nos casos mais favoráveis, apenas de fantasistas ou doentes, freqüentemente de desorientados.

Refleti vós próprios, porém, onde se encontra aí um pensamento sadio, uma lógica rigorosa e justiça? Essas opiniões dos crentes severos, conforme gostam de chamar a si próprios, são unilaterais e limitadas a ponto de serem doentias. Mas, na maioria dos casos, trata-se da preguiça espiritual e da conseqüente presunção humana dos espiritualmente fracos, que se empenham, pelo menos aparentemente, em se agarrar com obstinação a determinado detalhe de um acontecimento passado que aprenderam, mas que realmente nuncavivenciaram. Eles, no entanto, são completamente incapazes de progredir espiritualmente e, poressa razão, rejeitam todas as novas revelações.

Quem dentre os crentes já pressentiu a grandeza de Deus, que se evidencia no acontecimento ocorrido silenciosamente naquela Noite Sagrada com o nascimento do Filho de Deus! Quem pressente a graça que com isso foi outorgada à Terra, como um presente!

Outrora houve júbilo nas esferas; hoje há luto. Apenas na Terra alguns homens procuram proporcionar alegria para si ou para outros. Mas nada disso é realizado naquele sentido como deveria ser, se o reconhecimento ou enfim a verdadeira noção de Deus se manifestasse no espírito humano.

Ante o mínimo pressentimento da realidade, ocorreria a todos os homens como ocorreu aos pastores; realmente não poderia ser de outra forma, ante tamanha grandeza: cairiam imediatamente de joelhos ... por temor! Pois com o pressentir teria de surgir primeiramente o temor, de modo intenso, e prostrar o homem, porque com o pressentir Deus evidencia-se também a grande culpa com que o homem se sobrecarregou na Terra, devido à maneira indiferente com que toma para si as graças de Deus, sem fazer nada para servi-Lo realmente!

Como é estranho, aliás, que todo homem, sempre que quer vivênciar verdadeiramente a festa de Natal, tente logo transferir-se para sua infância!

Pode se considerar isso um sinal suficientemente nítido de que ele, como adulto, não é capaz de vivenciar a festa de Natal com aintuição! É uma prova de queperdeu alguma coisa que possuíaquando criança! Por que isso não faz os homens refletirem?

Novamente é a preguiça espiritual que os impede de se ocuparem seriamente com essas coisas. “Isso é para as crianças”, pensam eles, e não têm absolutamente tempo para isso! Eles têm assuntos mais sérios em que pensar.

Mais sérios! Com esses assuntos mais sérios referem-se somente à caça das coisas terrenas, isto é, ao trabalho do intelecto! O intelecto empurra depressa para longe as recordações, a fim de não perder o domínio, quando é dado lugar à intuição!

Em todos esses fatos aparentemente pequenos poder-se-iam reconhecer as maiorescoisas, se o intelecto apenas concedesse tempo para isso. Mas ele tem a supremacia e luta por isso com toda a astúcia e malícia. Melhor dizendo, não é ele próprio que luta, e sim, na realidade, aquilo que se utiliza dele como instrumento e que se esconde atrás: as trevas!

Não querem deixar encontrar a Luz nas recordações. E como o espírito anseia por encontrar a Luz e d’Ela haurir nova força, reconhecereis que com as recordações do Natal da infância desperta também uma saudade difusa e quase dolorosa, que é capaz de enternecer momentaneamente muitas pessoas.

Esse enternecer podia tornar-se o melhor terreno para o despertar,se ele fosse utilizado logo e também com toda a força! Mas infelizmente os adultos se entregam apenas a devaneios, com o que desperdiçam e perdem a força que neles surge para a ascensão. E nesses devaneios a oportunidade também se perde, sem trazer benefício ou utilidade.

Mesmo que alguns indivíduos deixem correr algumas lágrimas, logo se envergonham, procuram escondê-las, recompõem-se com um impulso em que não raro se pode reconhecer uma teimosia inconsciente.

Quanto poderiam os homens aprender com tudo isso. Não é em vão que nas recordações da infância se mistura uma leve melancolia. Trata-se do intuir inconsciente de que se perdeu alguma coisa que deixou um vazio, uma incapacidade de ainda intuir de maneira infantil.

Mas por certo tendes percebido com freqüência o efeito maravilhoso e refrescante causado por uma pessoa apenas com sua mera presença silenciosa, quando de seus olhos irrompe de vez em quando um brilho infantil.

O adulto não deve esquecer que o infantil não é pueril. Ignorais, porém, por que o infantil pode atuar assim, o que ele é na realidade! E por que motivo Jesus disse: “Sede como as crianças!”

Para investigardes o que é infantil, deveis primeiro ficar cientes de que a infantilidade não se acha absolutamente ligada à criança em si. Com certeza conheceis crianças às quais falta uma verdadeira e bela infantilidade! Existem, portanto, crianças sem infantilidade! Uma criança maldosa nunca dará a impressão de ser infantil, muito menos uma criança malcriada, ou melhor dizendo, mal educada!

Disso resulta claramente que infantilidade e criança são duas coisas independentes.

Aquilo que na Terra se chama infantil é um ramo do efeito dapureza! Pureza no sentido mais elevado e não apenas no sentido terreno e humano. O homem que vive no raio da pureza Divina, que concede espaço em seu íntimo ao raio da pureza, adquiriu com isso também a infantilidade, seja ainda na infância ou como adulto.

A infantilidade é o resultado da pureza interior ou o indício de que tal pessoa se dedicou à pureza, servindo-a. Essas são apenas diferentes formas de expressão, mas na realidade significam sempre a mesma coisa.

Por conseguinte, somente uma criança pura pode parecer infantil, assim como um adulto que cultiva a pureza em si. Por isso dele irradia um efeito refrescante e vivificador, despertando confiança!

E onde existe a verdadeira pureza pode também ingressar o Amor verdadeiro, porque o Amor de Deus atua no raio da pureza. O raio da pureza é o caminho por onde ele segue. Não seria capaz de tomar outro.

Aquele que não recebeu em si o raio da pureza, a esse jamais poderá chegar o raio do Amor de Deus!

Pensai sempre nisso e dai a vóspróprios, como presente de Natal, o firme propósito de abrir-vos para a pureza, a fim de que, para a Festa da Estrela Radiante, que é a Festa da Rosa no Amor de Deus, o raio do Amor possa penetrar em vós pelo caminho da pureza!

Então tereis festejado direito a festa do Natal, conforme a Vontade de Deus! Tereis com isso o verdadeiro agradecimento pela inapreensível graça de Deus, que Ele não cessa de outorgar sempre à Terra com o Natal!

São celebrados hoje muitos cultos religiosos em memória do nascimento do Filho de Deus. Percorrei em espírito ou também na memória as igrejas de toda a espécie, deixai falar vossa intuição e decididamente vos afastareis das reuniões que são chamadas de serviços a Deus!

No primeiro momento o homem surpreende-se que eu fale dessa maneira, por não saber o que quero dizer com isso. Mas tal fato só acontece, porque até agora ele nunca se esforçou em refletir sobre o conceito de “servir a Deus”, comparando depois com o que é chamado pelos homens de “serviço a Deus”. Aceitastes isso simplesmente como tanta coisa que persiste por hábito desde séculos.

Todavia a palavra “serviço a Deus” é tão inequívoca, que nempoderia ser usada em sentido errado, se o homem não continuasse a aceitar sempreindiferentemente e sem hesitação, os costumes seculares. O que agora é denominado “serviço a Deus” é, na melhor das hipóteses, uma prece ligada a um sermão, ou seja, tentativas de interpretação humana daquelas palavras expressas pelo Filho de Deus e só mais tarde redigidas por mãos humanas.

Nesse fato não se pode alterar nada, homem algum pode contradizer tais declarações, se quiser ser honesto perante si mesmo e perante aquilo que realmente aconteceu. Sobretudo se não for demasiado preguiçoso para aprofundar-se nisso, em vez de usar argumentos corriqueiros e vazios fornecidos por outrem, como autodesculpa.

Contudo a palavra “serviço a Deus” é tão viva em si e fala por si mesma tão nitidamente aos homens que, havendo apenas um pouco de intuição, não poderia ser empregada para as coisas que ainda hoje são designadas assim, apesar do homem terreno se ter na conta de muito evoluído.

O serviço a Deus tem que se tornar vivo, desde que a Palavra se transforme em realidade com tudo o que Ela encerra. Deve mostrar-se na vida. Se eu vos perguntar, homens, o que entendeis por serviço, isto é, porservir, não haverá quem não responda logo senão pela palavra: trabalhar! Isso se acha bem explícito no termo “serviço” e não se pode pensar em algo diferente.

O serviço a Deus na Terra não é naturalmente outra coisa senãotrabalhar aqui na Terra segundo as Leis de Deus, atuando terrenamente, vibrando nesse sentido! Concretizar a Vontade de Deus através da atuação na Terra!

E isso é o que falta por toda a parte!

Quem procura servir a Deus na atividade terrena? Cada qual só pensa em si mesmo e, em parte, naqueles que lhe estão próximos na Terra. Mas acredita estarservindo a Deus quando Lhe dirige uma oração!

Refleti vós próprios, pelo menos uma vez, onde realmente se encontra nisso o servir a Deus? Aí há tudo menos servir! Assim é aquela parte que chamais atualmente de serviço a Deus e que inclui a prece. A outra parte, a interpretação da Palavra que foi escrita por mão humana, pode ser considerada apenas como aprendizagem para aqueles que realmente se dão ao esforço de tentar uma compreensão. Os indiferentes e os superficiais estão fora de cogitação.

Não é de todo incorreto que se diz “freqüentar” ou “assistir” a um serviço a Deus. Essas são expressões certas para isso e falam por si próprias!

Serviço a Deus deve, porém, o homem executar pessoalmente e não permanecer alheio a ele, assistindo apenas. “Pedir” não é servir. Porque no pedir, o homem quer geralmente obter de Deus alguma coisa, Deus deve fazer algo para ele, o que está muito longe da noção de “servir”. Por conseguinte, orar e pedir não tem nada a ver com o serviço a Deus.

Isso será facilmente compreensível a todos os indivíduos, pois tudo o que o homem faz na Terra tem que ter sentido; não pode ele abusar como quiser da língua que lhe foi concedida, sem que isso lhe traga prejuízo. O fato de não ter adquirido conhecimento algum sobre o poder que jaz na palavra humana não o poderá preservar disso.

É falta sua se descuidar a esse respeito! Fica sujeito então às conseqüências do emprego errado das palavras, que se transformam para ele em obstáculo em vez de estímulo. A trama auto-ativa de todas as Leis Primordiais da Criação não pára nem vacila perante as faltas da humanidade; pelo contrário, tudo o que forma a contextura da Criação prossegue em sua marcha com inabalável exatidão.

Eis o que os homens jamais consideram e não observam, para dano próprio. Repercute sempre, até mesmo nas coisas menores e mais insignificantes.

A denominação já de si errada dos cultos religiosos tidos como “serviço a Deus” contribuiu muito para que o verdadeiro serviço a Deus não tenha sido concretizado pela humanidade, porque cada qual acreditava já ter feito bastante, assistindo a tal “serviço a Deus”, que nunca foi verdadeiramente um servir a Deus.

Chamai essas reuniões uma hora em comum de adoração a Deus. Isso ficaria mais próximo do sentido e justificaria até certo grau a instituição de horas separadas para esse fim, muito embora a adoração a Deus possa manifestar-se em cada olhar, cada pensamento e cada ação.

Muitas pessoas provavelmente pensarão que isso não é possível sem parecer artificial e forçado. Mas não é assim. Quanto mais irromper a verdadeira adoração a Deus, tanto mais natural se tornará o homem em todo o seu atuar e até mesmo em seus mais simples movimentos. Ele vibrará então em sincera gratidão para com seu Criador, usufruindo as graças na forma mais pura.

Transportai-vos hoje, na ocasião da festa de Natal, para qualquer culto religioso aqui na Terra.

Jubiloso agradecimento, felicidade devia vibrar em cada palavra, pela graça que Deus concedeu outrora à humanidade. Se é que os homens sabem apreciar essa graça, pois apreender inteiramente a verdadeira grandeza que aí reside, não consegue o espírito humano.

Isso, porém, procura-se em vão por toda a parte. Falta-lhe o alegre impulso para as alturas luminosas! De agradecimento jubiloso nem sequer sinal. Muitas vezes até se faz sentir uma opressão, que tem sua origem em uma decepção que o homem não sabe explicar a si mesmo.

Só uma coisa se encontra por toda a parte: aquilo que vibra nos cultos de todas as religiões é reproduzido e caracterizado nos sermões, como se estivesse gravado neles com cinzel afiado, expressando a verdadeira natureza desses cultos, pois através de todas as vozes que pregam percorre um som monótono e melancólico, que cansa por sua monótona repetição e se estende como um véu cinzento sobre as almas que estão adormecendo.

Apesar disso, soa às vezes também como um lamento secreto por algo perdido! Ou por algo não encontrado! Ide lá pessoalmente e escutai. Por toda parte encontrareis essa característica estranha e surpreendente!

Não é consciente aos homens mas – para falar com termos usuais - isso se dá assim mesmo!

E nisso reside verdade. Acontece assim, involuntariamente, por parte do orador e mostra nitidamente a maneira como tudo vibra. Não se pode falar de um alegre impulso para cima nem de um entusiasmo flamejante, mas, pelo contrário, é como uma combustão turva e fraca, que não consegue ter força para irromper livremente para o alto.

E nos casos em que o orador não se deixa “levar” pela vibração turva e apagada desse serviço a Deus, quando permanece insensível a isso, o que equivaleria a certa indiferença ou a um consciente alheamento, aí todas as palavras parecerãoexageradas, mas no fundo têm um ressoar metálico, frio, sem calor, sem convicção.

Em ambos os casos, falta o calor da convicção, falta a força do saber vitorioso que quer transmitir isso ao próximo em alegria jubilosa!

Quando nas palavras “serviço a Deus” é empregada uma denominação falsa para algo cujo conteúdo é diferente daquilo que as palavras significam, então o erro tem conseqüências. A força que podia ter é quebrada de antemão pelo emprego de uma denominação errada, não podendo surgir um verdadeiro e uníssono vibrar, porque da palavra indicadora surgiu um outro conceito que não se realizou. A execução dos chamados “serviços a Deus” se encontra em contradição com a imagem que a expressão “servir a Deus” faz realmente surgir na mais íntima intuição de cada espírito humano.

Ide e aprendei, e logo reconhecereis onde vos é oferecido o verdadeiro pão da vida. Antes de tudo, aproveitai as reuniões em comum como horas de solene adoração a Deus. Serviço a Deus, porém, mostrai na atuação inteira do vosso ser, na própria vida, pois é com issoque deveis servir ao vosso Criador, gratos, jubilantes pela graça de poderdes existir!

Transformai tudo que pensais e fazeis num servir a Deus! Então vos sobrevirá aquela paz pela qual ansiais. E quando os homens vos afligirem em demasia, seja por inveja, maldade ou baixos costumes, tereis a pazdentro de vós para sempre, e ela ajudar-vos-á, finalmente, a vencer todas as dificuldades!